Há algumas décadas um movimento feminino tomou conta do mundo na luta pelos direitos e pela liberdade da Mulher. Naquela época éramos educadas, sobretudo, para sermos submissas, adornos do lar, o máximo que se poderia pretender além de casar e de ter filhos era, em se querendo estudar, cursar o magistério.
Hoje vemos mulheres ocupando inúmeros lugares na sociedade, no mundo empresarial, político, científico. Mas se pretendíamos sair da submissão através do trabalho e da busca pelo respeito à nossa condição, acabamos entramos no universo masculino, obedecendo às regras do jogo anteriormente definidas e se antes éramos educadas para sermos muito pouco, hoje somos educadas para negarmos nossa feminilidade.
E o feminino assim negado faz falta à nossa humanidade!
A mulher que hoje assume tanta responsabilidade vive cansada, às vezes mal-humorada, outras vezes sente que a vida exige demais dela, quando não é ela mesma quem se exige muito.
É essa mulher que se deprime, que sofre de ansiedade, de estresse.
Descobrir que não somos perfeitas e que precisamos de ajuda ou de abrir mão de algum encargo, digo encargo e não dever; poderá começar a nos ajudar.
Ser feminina não se define pelo uso da cor rosa ou por deixar os cabelos compridos, ou por ser vaidosa, pintar os olhos, ou por usar salto alto e saia.
Ser feminina requer de nós estarmos em paz e aceitando os aspectos tipicamente femininos do nosso corpo, cuidando bem dele, com alimentação adequada, exercícios físicos apropriados, higienização necessária e levando em consideração os períodos do ciclo hormonal, que às vezes requerem de nós pequenas mudanças nos hábitos.
É ser por natureza criativa. Criatividade que pode ser direcionada para criar filhos; criar beleza na vida; para pintar quadros; escrever poesia; costurar; bordar; conceber prédios, escrever livros, trabalhos sociais; encontrar a cura para doenças; inventar comidas deliciosas; cultivar jardins. E estar em paz com nosso corpo nos ajuda a desenvolvermos uma sensualidade mais vibrante e saudável e menos tediosa... .As gerações futuras agradecerão.



